Tudo o que você precisa saber sobre a Travessia Petrópolis x Teresópolis

A travessia Petrópolis x Teresópolis acontece no Parque Nacional Serra dos Órgãos,  e é uma riquíssima experiência para os amantes das atividades ao ar livre, montanhistas e praticantes de trekking.

O mundo outdoor, na mesma proporção que diverso, é surpreendente. Com as nossas experiências, aprendemos o quanto um escape pro meio da natureza pode ser válido: há quem encontre seu potencial para esportes de aventura no primeiro trekking, há quem mude o estilo de viagens depois do primeiro acampamento, ou até mesmo há aqueles que buscam bem-estar e equilíbrio nos sopros de vento fresco que sentimos no alto de uma montanha. A verdade é que, no universo dos montanhistas, existem infindáveis descobertas prazerosas, que permeiam desde a luta contra doenças como ansiedade, até o exercício de nutrir o espírito aventureiro, fugindo da mesmice e do tédio.

Cheiro de mato, cachoeiras, vales, montanhas, brisa leve, vistas alucinantes. Cada momento desses tem um significado especial pra cada um. E aí é que está a magia do trekking.

Sem pretensão, percebemos que, nessa simplicidade, conseguimos alcançar um potencial do nosso corpo que muitas vezes ainda era desconhecido, e é inevitável sentir que a fusão da natureza com as atividades do corpo é uma combinação perfeita. Agora, imagina viver uma imersão dessas sensações numa caminhada de três dias, realizando uma das travessias mais tradicionais e fascinantes do Brasil! Descubra aqui tudo o que você precisa saber para realizar essa experiência fascinante!

                                                                                                                Imagem: Tom Alves

A travessia

Com cerca de 30 km de extensão, a travessia exige resistência e organização. A caminhada parte de Petrópolis e percorre a Serra dos Órgãos, passando por incríveis vistas de tirar o fôlego.  O nível de dificuldade está entre moderado a pesado, dependendo da saúde e resistência de quem fará o trekking.

1º dia

O primeiro desafio já começa bem rigoroso: é a subida Castelos do Açú. É uma caminhada curta (aproximadamente 7km de extensão), mas é bem desnivelada e íngreme, passando por atrativos como a Cachoeira Véu da Noiva (são 40m de queda de água cristalina e pura), Pico do Alcobça, Pedra do Queijo, e a mais temida de todas: a subida Izabeloca.

Todo esforço tem uma recompensa, e no caso de vencer essa subida, a compensação é o Chapadão, um trecho mais leve e com altos visuais.

Após isso, chega-se no Castelos do Açú, faz-se o check in e pronto: desafio do dia cumprido. Agora é só montar as barracas e descansar para a próxima etapa.

Resumindo: São aproximadamente 12 km, num tempo de 6 horas de caminhada.

 

                                                                                                                Imagem: Bruno Cruz

2° dia

É uma boa oportunidade para acordar bem cedo, ver o espetáculo do amanhecer e ir se preparando com calma, para logo começar a caminhada rumo à Pedra do Sino.

É nesse dia que a caminhada alcança o ponto mais alto da viagem, onde os 2.275m de altitude, situados exatamente na Pedra do Sino são, inevitavelmente, um dos mais bonitos para se contemplar.

No decorrer do percurso, é possível conhecer a Cachoeirinha, que é também um ponto de descanso, com água corrente e abundante; a desafiadora subida do elevador (uma escada de ferro), o Morro do Dinossauro, nascentes, subidas e descidas divertidas, até chegar a tão esperada Pedro de Sino.

A paisagem vista lá do cume da Pedra é um verdadeiro convite para relaxar um pouco, respirar fundo e revigorar o espírito aventureiro. Para ganhar um presentão desses, realmente precisamos de muita atitude, mas a adrenalina de superar limites é inexplicável. Além disso, a cooperação que rola numa expedição em grupo deixa a atividade muito mais gostosa. Vale a pena todo o esforço em troca dessa energia.

Resumindo: São aproximadamente 9 km, num tempo de 7 horas de caminhada

                                                                                                   Fonte: Trilhando Montanhas

3º dia

Este percurso contempla a descida da Pedra do Sino e o trajeto até a sede de Teresópolis do parque. Ainda dá pra aproveitar uma parte da cachoeira Véu da Noiva, e se despedir das vistas que a gente mais gostou. São 9 km de descida, que fazem o percurso durar de 4 a 5 horas e que, apesar do cansaço começar a bater, já deixa uma saudade dessa imersão destemida na natureza.

Quem pode fazer a Travessia Petrópolis x Teresópolis?

Qualquer pessoa que tenha um bom estado de saúde e um condicionamento físico considerável. É recomendável ter um preparo físico, já que a trilha exige exercícios intensos.

A travessia é também para aqueles que se sentem agradáveis na natureza e sabem ou querem aprender a desfrutar da qualidade energética das atividades do ecoturismo.

O que levar para a Travessia Petrópolis x Teresópolis?

– Roupas de trekking: quantidade necessária (nada de roupa sobressalente!) para os 3 dias, incluindo segunda pele (underwear de calça e blusa), meias, camisetas e calças confortáveis, casaco corta-vento, touca, luva e botas  ou tênis para caminhada.

-Equipamentos: mochila cargueira, bastão de trekking (opcional), lanterna, sacos plásticos, toalha e kit de higiene pessoal.

– Comida: leve lanches leves e comidas que contenham carboidrato, proteína e açúcar, como sanduíches naturais, barra de cereal, chocolates, grãos, macarrão e muuuuuita água!

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                                                                                                            Fonte: Trilhando Montanhas

É essencial que a travessia seja feita na presença de guias experientes, já que existem muitos casos onde os trekkers se perdem, ou sofrem algum acidente e precisam de um suporte imediato. O guia, além de orientar as melhores maneiras de fazer a caminhada (onde pisar, onde escorrega, ajudando a subir partes mais íngremes), mantém o ritmo necessário para que não anoiteça no meio do percurso, e ainda oferece seguro viagem. Não é recomendado arriscar e ir sozinho. Faça sempre uma atividade dessas com a segurança necessária!

Estamos conectados o tempo todo, basta escolher com o quê e como buscamos essa conexão. As experiências ao ar livre ensinam que cada segundo da vida tem sua importância e tudo que passa por nós tem seu devido valor. O mundo tá acontecendo e a vida é pra ser vivida! Vale a pena dedicar 3 dias para essa caminhada poderosa, e de quebra, ganhar vistas que nunca vão sair da memória, uma história de superação e um corpo irradiante!

E aí, bora trilhar?

 

Sobre Isadora de Barros

Estudante de comunicação, carioca, vegetariana e amante da culinária, escritora e fotógrafa amadora, cultivadora de hortas urbanas, campista e fascinada pela natureza. Viver sem conhecer os limites é perder as melhores experiências, pois praticar trekking e atividades outdoor é um caminho para me conectar com a natureza. Viajar é uma maneira de me encontrar, porque cada partezinha do mundo é uma parte de mim também!